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sábado, 22 de junho de 2013

FIM DO DITADOR E A ESPERANÇA DE QUE NÃO SE TROQUE SEIS POR MEIA DÚZIA

Marcus Rezende

O taekwondo brasileiro poderá finalmente se livrar de um mandatário que em dois anos à frente da Confederação Brasileira de Taekwondo nada fez concretamente em favor do crescimento da modalidade.
O Comitê Olímpico Brasileiro decidiu criar uma Comissão Especial Temporária (veja a nota no site do COB) independente para apurar as denúncias de irregularidades dentro da entidade. Desta vez, a CET poderá apurar com calma o que a justiça carioca não quis fazer: se debruçar diante de mais de mil página de um processo recheado de provas contundentes.
Se tudo der certo, e o atual presidente for afastado, os problemas por que passa o taekwondo brasileiro há décadas infelizmente ainda vão estar longe de serem solucionados, pois não temos no momento um substituto com visão desportiva avançada, que entenda que o taekwondo antes de tudo é uma arte marcial e que o atleta do futuro inicia o aprendizado com os conhecimentos básicos da defesa pessoal. E que está no fomento o início de toda a seara desportiva.
Nossos problemas só começarão a ser resolvidos se alguns pontos polêmicos forem sanados de imediato:
  • Autonomia total para que todos os mestres possam realizar seus exames de seus faixas pretas sem a chancela dos presidentes das federações, que, no mais das vezes, se indicam como examinadores e recebem as taxas dos exames de praticantes que nunca viram na vida;
  • Não discriminação dos faixas pretas de outras entidades e que a eles possa ser dada a chance de competir dentro do calendário da CBTKD;
  • Fim de campeonatos por Federações. Depois da prática dos Exames de Faixa, é a tradição de maior atraso do taekwondo nacional. Federação nunca foi equipe. Federação tem outras atribuições;
  • Utilização do ranking para tão somente o posicionamento dos atletas nas chaves das competições nacionais. O ranking não pode garantir vagas somente de alguns;
  • Fim da seletiva de final de ano para escolha de uma seleção para todo o ano seguinte. As seletivas devem ser no ano em curso e para as competições internacionais específicas que vão acontecer naquele ano.
  • Entender que o taekwondo competitivo é um esporte individual e que cada atleta tem sua própria equipe e que a Seleção Brasileira não deve tirá-lo de seus treinadores para preencher o ego de um técnico escolhido pelo presidente da entidade. O atleta só deve ser requisitado em períodos pré competitivos;
  • Não misturar as competições das categorias sub 21 com a Adulto e a Juvenil, pois um jovem de 16 ou 17 anos não deixa de ser um Sub 21; da mesma forma que nesta idade podem competir na categoria adulto;
As ideias acima não são invencionices deste articulador. Mas sim um pensamento calcado na realidade dos esportes individuais no mundo e que traria ao taekwondo brasileiro muito mais dinamismo e estímulo aos treinadores.

INFELIZMENTE NOS FALTA QUEM POSSA CONDUZIR O TAEKWONDO BRASILEIRO COM UMA VISÃO DESPORTIVA HOLÍSTICA.