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sexta-feira, 24 de maio de 2013

ESSA PEGADA VAI CONTINUAR


Marcus Rezende

   A atual gestão da CBTKD gosta de se gabar de que realiza um trabalho revolucionário no taekwondo brasileiro. O atual presidente estufa o peito em entrevista para dizer que “O taekwondo brasileiro não pode mais regredir...tem que agora subir ladeira...” e acentua que este crescimento está se dando também na área administrativa. COMO ASSIM?
Pior é quando o representante maior do taekwondo brasileiro solta frases como: “Eu acho que podemos errar não na intenção de querer errar; sim na intenção de querer acertar”.
O amadorismo na casa mãe taekwondista é absurdamente grande, sobretudo porque não podem reclamar de falta de grana. Os caras recebem dinheiro do Governo e ainda têm a Petrobrás bancando os atletas da seleção brasileira e as respectivas viagens deles ao exterior. Mesmo assim, sem precisar se preocupar com esta receita, não conseguem melhorar a imagem desgastada da entidade.
Agora, para completar o amadorismo, tiraram o site do ar e passaram a publicar as informações oficiais por meio do site BANG. Isso nunca aconteceu em nenhuma das gestões anteriores. Não há como seriamente realizar e aceitar uma ação como esta. Até se compreende um problema técnico que tire por algumas horas um site do ar. Mas por vários dias e sem a menor explicação? É inaceitável. 
 QUANDO SERÁ QUE O GIGANTE VAI ACORDAR PARA A REALIDADE? DEPOIS NÃO ENTENDEM POR QUE NENHUMA EMPRESA PRIVADA QUER ASSOCIAR O NOME À CBTKD.
Depois, no tranco, em 25/05/2013, voltaram ao ar.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CBTKD elege novo STJD descumprindo prazo do mandato anterior


Marcus Rezende

O atual gestor da CBTKD convocou e elegeu o STJD da entidade no dia 15 de Maio. Isso depois de dizer na TV que não reconhece o órgão, tampouco os poderes dele.
Bem, entre tantas ilegalidades ao longo de quase três anos à frente da confederação, “o todo poderoso do taekwondo brasileiro” comete agora mais uma à coleção, convocando a eleição do STJD fora do prazo. Ele não deve ter conhecimento, mas se tem, desconsiderou como isso deve ocorrer. Quem deve convocar a eleição é o presidente do próprio STJD, cujo mandato só termina no final de Dezembro. Ou seja, o dono do taekwondo brasileiro vai passando, sem o menor sentimento de culpa, o rolo compressor, acreditando totalmente na impunidade.
A pressa em convocar e antecipar tal eleição, provavelmente deva-se ao mandado de garantia despachado pelo presidente do STJD, Jardson Bezerra, em favor das Federações de Taekwondo de Minas Gerais, São Paulo e Rondônia. O mandado foi registrado e acatado pelo Cartório de Pessoas Jurídicas do Rio de Janeiro. Por isso, suspeita-se que a confederação tenha tratado de realizar a eleição de um novo STJD, desconsiderando a decisão do presidente do órgão, o qual vem se posicionando contrário às decisões da confederação.
Pelas normas legais, a convocação de uma eleição para o STJD é de atribuição do próprio presidente do órgão em fim de mandato. Ele solicita às classes de atletas, árbitros, federações, confederações e OAB a indicação dos auditores que comporão a casa judiciária deste desporto.
Porém, no Taekwondo, para não perder o costume, o próprio presidente é quem vem dando as cartas e fazendo a composição de um tribunal que talvez não lhe traga problemas futuros.
Vamos ver no que vai dar esta bagaça!!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

TAEKWONDO BRASILEIRO: Um buraco de cartas embaralhadas


Marcus Rezende

Como acreditar que o taekwondo olímpico brasileiro possa ter alguma chance frente às grandes forças do taekwondo mundial, se o que vem sendo feito pela Confederação Brasileira de Taekwondo são operações de destituição de federações constituídas legalmente e sem uma justificativa plausível?
A confederação desfiliou, entre outras, as federações de São Paulo e de Minas Gerais e alçou ao comando dos dois estados duas novas frentes institucionais, deixando os atletas paulistas e mineiros sem saber o que fazer.
O mais triste neste episódio é perceber como a coisa se deu absurdamente fácil. Na minha visão, os homens de frente destas duas entidades dariam muito rapidamente uma resposta a altura da ilegalidade cometida e mostrariam a todos os taekwonsistas do país que não se pode brincar com a democracia, tampouco com a ordem legal constituída.
Todavia, quando se fala em legalidade, não se pode dissociá-la das barras da Justiça. E o que fizeram estes dois dirigentes estaduais até o momento? De concreto, NADA. A inércia destas duas figuras importantes do taekwondo brasileiro mostrou aos demais presidentes de federações quem realmente tem a força, ATÉ O MOMENTO.
Imagine você ter o apartamento invadido por pessoas que chegam e dizem que o imóvel agora não é mais seu, pois os demais inquilinos se reuniram em assembleia patrocinada pelo síndico do prédio e decidiram por colocar um novo morador no imóvel? Imagine, em ato contínuo, você esperneando, gritando, falando pra todo mundo a injustiça sofrida, mas ficando a espera de que alguém apareça pra fazer alguma coisa que lhe devolva o imóvel? 

Porém, como mencionei acima: ATÉ O MOMENTO. E torço para ter a felicidade de engolir este julgamento. 

Como em uma guerra, tal vitória sobre pesos pesados do taekwondo brasileiro, fez o medo tomar conta de quem dirige entidades por este país... Atualmente ninguém ousa fazer críticas ou se contrapor aos ditames do presidente entronizado no início do mês de Março. O mais curioso é que antes, alguns presidentes de federações costumavam fazer ameaças aos presidentes anteriores, os deixando um tanto quanto reféns. Hoje a coisa se inverteu e é exatamente o contrário que vem ocorrendo. O atual presidente com seu aparato jurídico é quem dá as as cartas embaralhadas desse buraco que se tornou o taekwondo brasileiro. E o buraco está muito fundo mesmo para o taekwondo tupiniquim.  Cá em cima está o taekwondo dos países cujas entidades agregam praticantes de todas as vertentes em vez de afastá-los.
Por estas bandas, apesar de o dinheiro público estar jorrando na casa-mãe taekwondista, não se vê qualquer ação visando o fomento da modalidade. MAS QUEM DISSE QUE É PRA FOMENTAR E CRESCER?
Eu, que não tenho mandato nem voto, vou dando a minha contribuição opinando sobre o que acredito ser o correto para o taekwondo do meu país. E vou me entristecendo e me indignando com algumas outras figuras que, também, fora do poder, fingem que nada está acontecendo, e que só ficam à espera de que uma BOQUINHA surja dentro do sistema.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

TIRO NO PÉ


Marcus Rezende

As últimas notícias publicadas no site da CBTKD - informando sobre a nomeação de uma Comissão Temporária para a Administração do Desporto Taekwondo no Estado de Minas Gerais, CTAT-MG, em lugar da Federação original -, deixam o presidente da FTEMG, Chang Seon Lim, e o vice, Marcelino Soares, encurralados e obrigados a tomarem urgentemente uma posição, sob o risco de serem engolidos pela máquina opressora da atual gestão da CBTKD.
O presidente da CBTKD, Carlos Fernandes, nomeou uma comissão para organizar as competições no estado mineiro, bem como organizar exames de faixas naquele estado.
É certo que neste primeiro momento todas as ações objetivando enfraquecer a entidade recém-destituída, não lograrão o êxito pretendido. Porém, se os dirigentes da FTEMG nada fizerem; se ficarem de braços cruzados, esperando que uma decisão mágica caia dos Céus, logo logo, está comissão interventora se tornará realmente a nova federação registrada à confederação e dará curso aos trabalhos da nova entidade, havendo ou não praticantes federados.
Em minha opinião, o que a atual gestão da CBTKD está fazendo é um verdadeiro tiro no pé, pois não há como sustentar tantas desfiliações impunemente. Acredito que os principais nomes do taekwondo mineiro não vão deixar isso barato. Mesmo assim, a demora em mudar o curso deste rumo, pode acabar sendo tarde demais para os destinos dos praticantes de taekwondo deste estado.  

sábado, 6 de abril de 2013

Como crescer com barreiras tão poderosas à frente? O taekwondo brasileiro precisa de gente que entenda do riscado

Marcus Rezende


Fazendo uma análise do quão pouco seriamente e profissionalmente o taekwondo de alto rendimento está sendo praticado no Brasil, cheguei à triste conclusão de que não temos sequer 100 atletas. Esta é realidade do taekwondo competitivo deste país. Quando escrevo quão pouco seriamente, não estou me referindo aos ratos de academia que treinam diariamente de forma desordenada. Refiro-me aos que desenvolvem um trabalho planejado e individualizado.

A CBTKD e as Federações de Taekwondo têm, em minha opinião, a maior parcela de culpa nesta situação. Isso porque sempre quiseram se responsabilizar pela preparação física e técnica dos atletas brasileiros (e ainda teimam em fazê-lo), colocando para escanteio o trabalho dos clubes e de seus respectivos treinadores, os quais acabam desanimando e deixando de lado o papel de inserir dentro da seara competitiva novos talentos para o taekwondo brasileiro.

Vejamos o caso do apoio da Petrobrás, por meio do Instituto Passe de Mágica. A empresa pública apoia com salário os atletas classificados em uma seletiva realizada pela CBTKD. Banca também uma equipe multidisciplinar, a qual tem que passar pelo crivo do presidente da entidade de cuja caneta também são eleitos um seleto grupo de dirigentes de federações formadora da base aliada dele. IMORAL!!!

Aí, o que acontece? Aquele atleta classificado para compor a Seleção Brasileira durante todo o ano em curso, fica no meio de um fogo cruzado. De um lado, o clube, treinador e a equipe multidisciplinar que o treina. Do outro, os treinadores da CBTKD, bancados com dinheiro público e que querem mostrar serviço, mesmo que não sirva para nada.

Tirando de cena os atletas apoiados pela Petrobrás, no bojo do desânimo que vem tomando conta de treinadores e atletas brasileiros, surgem algumas iniciativas como a do Pão de Açúcar que começa a investir na modalidade, dando uma sobrevida ao combalido taekwondo nacional.
Aí, quando a estrutura privada é montada, os cartolas se aproximam e vão pedir a benção (em forma de chantagem subliminar) àqueles que estão por cima da carne seca.

Recentemente o presidente da CBTKD, Carlos Fernandes, esteve reunido com a Comissão Técnica do taekwondo do Pão de Açúcar para pedir o espaço para a Seleção Brasileira treinar. O mesmo fez o presidente da federação de taekwondo de São Paulo, que assumiu o cargo depois que a CBTKD destituiu ilegalmente o anterior, Yeo Jun Kim.

A gente tem que rir, pois chorar não adianta. Tais dirigentes demonstram com esta atitude que não entendem o real papel da entidade que presidem. E não entendem por um motivo simples: devem acreditar que todos os atos que envolvem o taekwondo obrigatoriamente precisam passar por eles. Parece não aceitar que clubes e outras instituições possam desenvolver um trabalho independente e que os treinadores destes grupos sejam mais bem preparados do que os eleitos para desenvolver um trabalho coletivo em esporte que precisa necessariamente ser individualizado.

Além do pouco conhecimento do real papel frente às responsabilidades que lhe são inerentes, falta humildade e sobra soberba a estes pseudos-dirigentes. Não entendem de esporte e continuam copiando o legado coreano dos anos de 1970.