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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Deu no “Falando de Taekwondo”


* Decisão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do RJ indefere apelação da CBTKD que queria revisão por parte dos magistrados da decisão que tomaram a favor do retorno da FTEMG aos quadros de filiados da confederação.


* Entrevista de Master Starling no Esporte Marcial falando sobre como funciona o taekwondo nos EUA. Ressaltou o fato de somente existir uma entidade nacional congregadora de todas as agremiações norte-americanas.

* Cezar Galvão e André Oliveira, direto dos EUA apresentam o vídeo “Consertando o Taekwondo”, com bela demonstração de força e velocidade do “Bruce Lee” brasileiro

* Publicação de documento encaminhado por uma empresa de Itabira de nome Assistec Contabilidade à FTEMG, documentando que não realizou nenhum serviço à CBTKD e que o auditor que assina a auditoria em favor da confederação e que Valcir Torres Vieira (que se mostrou representante da ASSISTEC), não faz parte da empresa. O documento prova existência de falsidade ideológica em auditoria da confederação. Outra publicação foi a dos recibos de pagamentos realizados pela CBTKD a Márcio Silmar por serviços de auditoria. Porém, ele não é auditor e sim engenheiro.

* Discussão sobre o taekwondo com uso da perna elevada: TAIKENDÔ NO PAN
Indignação das pessoas que fizeram comentários quanto a distorção do que realmente se aprende em uma academia e o que se está vendo nas competições de alto nível.

* Discussão sobre a decisão de um leigo praticar taekwondo  após assistir a competição nos Jogos Pan-Americanos. Quem optaria por esta modalidade?


* Publicação da luta do atleta Henrique Precioso contra atleta de Porto Rico, nos Jogos Pan-Americanos onde o narrador faz críticas pesadas à preparação dos atletas.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Desembargadores derrubam Pinto novamente

Marcus Rezende


     Nem com o apoio dos presidentes das federações de taekwondo do Brasil, os Desembargadores atenderam ao pedido de Embargos de Declaração em Apelação Cível impetrado pelo da CBTKD tentando mudar a decisão da 3ª Câmara do TJ/RJ pela volta da Federação de Taekwondo do Estado de Minas Gerais ao seio da entidade nacional. Ela foi desfiliada em Assembleia articulada pelo presidente Carlos Pinto em 2012, que em seguida incluiu outra federação no lugar.


Os três Desembargadores rejeitaram a tal apelação da confederação. Nela estavam anexadas cartas dos presidentes das federações solicitando aos magistrados que os ouvissem, pois eles queria defender o bom mandato de Pinto.
Só que os desembargadores não caíram na ladainha e ainda disseram que tais embargos “não são a via adequada para o reexame do mérito da demanda que já foi decidida...”


Agora é esperar para ver o mestre Marcelino Barros, vice-presidente da FTEMG, entrando pela porta da frente da entidade e voltando a cobrar transparência nas contas ordinárias. E Barros deve ir além, sugerindo aos filiados mineiros que acionem a Justiça contra todo o dano que sofreram ao longo destes três anos. No rastro desta decisão devem voltar também as federações de São Paulo (FETESP) e Rondônia (FETRON), além das do Acre e Rio de Janeiro.

domingo, 26 de julho de 2015

Pinto volta por baixo e tonto depois da pífia campanha do Brasil no Pan de Toronto

Marcus Rezende

Depois de passear por Toronto com paradas estratégicas em pubs com registros fotográficos publicados no facebook - enquanto os atletas tentavam as medalhas que o caratê brasileiro dias depois acabou trazendo para o Brasil– chegou a hora de o presidente da CBTKD, Carlos Pinto, cair na realidade brasileira e responder as perguntas que não querem calar.

A primeira seria a de explicar por que colocou o homem forte da federação de taekwondo do Amapá, Júnior Maciel, orientando os atletas, em vez de deixá-los sob os cuidados dos outros dois técnicos que lá estavam: Fernando Madureira e Carmen Carolina? 
Quais as credenciais deste ex-presidente da federação amapaense para se tornar técnico da Seleção Brasileira?

Ainda assim, Fernando Madureira (há anos o principal técnico da equipe nacional) moralmente não poderia ser técnico de uma equipe nacional, sendo ele presidente da Federação de Taekwondo do Paraná. Mas no taekwondo isso é totalmente possível, bastando o pretendente ter o poder do voto nas Assembleias. A única que moralmente poderia sentar-se como técnica desta equipe é a ex-atleta olímpica Carmen Carolina.

Outros questionamentos que Pinto vai precisar responder para se erguer é se a partir de agora irá respeitar a decisão da Terceira Câmara do Tribunal de Justiça do Rio e repatriar as Federações que ilegalmente (segundo os desembargadores) foram desfiliadas pela CBTKD em 2012. Há também de promover a publicação do Estatuto antigo sem as ilegalidades que o atual possui.

E pra complementar o que pode deixar Pinto derrubado definitivamente são as suspeitas de corrupção que estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal. São muitos os indícios de que a CBTKD se envolveu com empresas supostamente acostumadas a promover licitações fraudulentas. 

Pelo que se pode ver nas planilhas já amplamente divulgadas e que fizeram parte das licitações da confederação, os valores apresentados pelas empresas vencedoras superam em muito o valor de marcado dos equipamentos licitados.

Portanto, o peso que recai sobre Pinto é muito grande e ele vai precisar de muito boas explicações para convencer a comunidade taekwondista de que está no caminho certo. 
Já à Justiça Federal terá de provar que todas estas suspeitas são apenas ilações de pessoas invejosas as quais ele gosta de chamar de oposicionistas.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Um passeio pela história dos atletas de taekwondo do Brasil

Marcus Rezende

Rodney Américo
Flávio Molina
Neste texto, uma pequena homenagem àqueles que fizeram a história do taekwondo brasileiro no passado e presente. Obviamente, podemos esquecer de muita gente boa. Mesmo com algumas omissões, a ideia é registrar neste humilde blog um pouco daqueles heróis que transitaram por nossa arte marcial, na seara competitiva, ao longo destes mais de 40 anos.Vamos começar pelo primeiro faixa preta do Brasil, Rodney Américo, o peso-pesado mais temido dos anos de 1970. Rodney vencia todas as competições que disputava. Na mesma toada, no peso abaixo, vinha o grande Flávio Molina. Outro que não perdia pra ninguém por aqui. Molina, no início dos anos de 1980 introduziu o Muay Thay no Brasil. Eram guerreiros dos primórdios do taekwondo. Havia também uma fera do Rio Grande do Sul chamado Edson Bernardes. Nocauteador nato com o seu mondolho furyo tchagui demolidor com a perna esquerda.
Edson Bernardes













Na mesma turma do mestre Woo Jae Lee estava, entre outras feras, Reinaldo Evangelista (o Pelé), um verdadeiro representante do taekwondo-garra.
Luis César
Reinaldo Evangelista
Da Rua da Carioca 54, Centro do Rio, da academia do mestre Jung Roul Kim, surgia Luiz César, uma espécia de homem-mola-elástico; o que ele fazia com as pernas era de impressionar. Despontou vencendo o Brasileiro de 1979, no Rio, apresentando uma técnica invejável. Porém, abandonou o sistema pressionado pela política dos exames de faixa. Tinha 22 anos e poderia ter feito parceria em competições internacionais com outro ícone do nosso taekwondo que iniciava sua carreira exatamente em 1979, vencendo o primeiro brasileiro do currículo.
Carlos Eduardo Loddo
Carlos Eduardo Loddo punha às técnicas de competição a potência marcial que o movimento exigia. Seus chutes e socos entravam destruindo os oponentes. Nunca perdeu uma competição nacional. Em 1986 trouxe a primeira medalha internacional para o Brasil. Foi na primeira Copa do Mundo (EUA). Caroço (como era chamado) foi bronze. Mas poderia ter sido Ouro se não tivesse rompido os ligamentos do joelho quando vencia a luta semifinal contra um egípcio com extrema facilidade. Uma pena!

No início dos anos 80 surgem no Rio Grande do Sul Alexandre Gomes e In Kiu Lee. A dupla que vencia os Brasileiros ano após ano.
Milton Iwama
Alexandre Gomes
In Kyu Lee
Na segunda metade dessa década surge a fera Milton Iwama e com ele Alisson Yamaguti. Ambos seriam vice-campeões Mundiais em 1993, em Nova York. Alisson, ainda conquistaria o Bronze nas Copas do Mundo de 1990 e 1996.
  • César Galvão
Allisson Yamaguti




Em 1987, na Copa do Brasil, em Goiânia, apareceria um baixinho girando para todos os lados pra cima de Alexandre Gomes. Seu nome, César Galvão. Ele tinha apenas
 15 anos. Não levou aquele campeonato. Mas Alexandre já sabia que seu reinado estava ameaçado. Cesinha, como todos o chamavam, fazia o ginásio parar para

Lúcio Aurélio
vê-lo lutar. Parecia a encarnação de Bruce Lee. Foi medalha de Bronze nos Jogos Pan-Americanos de 1991.
No brasileiro de 1988, no mês de Novembro, também em Goiânia, apareceria o santista Fábio Goulart pra mostrar porque seria campeão Pan-Americano em 1990 e medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos do ano seguinte. Uma palavra definia este atleta: precisão.

                                                     Em 1990, o paulistano-coreano Dong Wook Kim trouxe a medalha de Bronze na Copa do Mundo em Madri, na Espanha.


Fábio Goulart
No início dos anos de 1990 aparece o cabeludo Lúcio Aurélio, um dos melhores pesos-pesados que o Brasil já teve. Ele foi Prata nos Jogos Pan-Americanos de 1991 e no Mundial de 1995 teve de enfrentar em sua quarta luta um tal de Je Kyoung Kim (espetacular peso-pesado coreano) e acabou ficando com a medalha de Bronze. Outro nome que não pode ser esquecido é o de um jovem brasiliense que em 1991 trouxe para o Brasil a primeira medalha em campeonatos mundiais. Jorge Gonçalves foi medalha de bronze no Mundial da Grécia. Neste mesmo ano, outro brasiliense, Rodrigo Berrogain, traria o Bronze da Copa do Mundo de Zagreb (antiga Iuguslávia).
Rodrigo Berrogain
Leonildes dos Santos

Entre as mulheres, já despontava a santista Leonildes dos Santos. Vice-campeã mundial em 1995, foi bronze no campeonato Pan-americano de 1994 e Ouro no de 1996, além de bronze na Copa do Mundo do mesmo ano que aconteceu no Rio de Janeiro.
Na segunda metade dos anos de 1990 consolida-se a grande safra dos atletas de São Paulo. Pra se ter uma ideia, na Copa do Mundo de 1996, no masculino, exceto Lúcio Aurélio, todos eram de São Paulo.
André Yamaguti era outro nome importante do Estado. Ele foi bronze na Copa do Mundo de 1997, no Egito. Na categoria até 76 Kg, destaque também para o paulistano Sérgio Alberto, que foi medalha de bronze na Copa do Mundo do Rio. 
Márcio Eugênio Dutra

Esta competição no Brasil foi histórica. A luta final entre Márcio Eugênio e o mexicano Rafael Zuniga, simplesmente levantou o público no Maracanãzinho. O placar eletrônico chegou a quase 30. Era ponto lá e ponto cá. Márcio ficou com a prata, e se tornou ídolo do taekwondo brasileiro.Nessa mesma Copa do Mundo, Marcos Pereira e Agnaldo Vicente ficariam com o Bronze também.
Sérgio Alberto
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Destaque também para Ana Paula França, bronze nesta mesma Copa do Mundo do Rio e Ouro no Campeonato Pan-americano de 1998. Ela que se caracterizaria pela garra apresentada em suas lutas.
Ana Paula França defende-se
Neste mesmo ano, a safra de ouro paulista apresentava outros nomes: Carlos Costa, Diogo Silva e os irmãos Márcio e Marcel Wenceslau. Os três últimos têm uma história mais conhecida. Não daria aqui para mencionar, neste espaço, tantas conquistas. Vamos ficar com a Prata dos Jogos Pan-Americanos de 2007
Carlos Costa
 e o vice-mundial de 2005 de Márcio e o Bronze de Marcel no Mundial de 2007.
Márcio Wenceslau
Já Diogo Silva acabou com o jejum de 16 anos sem medalha de Ouro para o taekwondo em Jogos Pan-Americanos. Ele a conquistou no Pan do Rio em 2007.
Carlos Costa, que cansou de ganhar Campeonatos Brasileiros, conquistou o Bronze da Copa do Mundo de 2007 e o Ouro no Campeonato Pan-Americano de 2000.
Diogo Silva

Marcel Wenceslau

Karina Couzemenco
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Em 1997 apareceria outra fera carioca. Karina Couzemenco. Lutadora fria e calculista com chutes precisos e de lutas espetaculares
Walassi Aires
como a que fez contra a francesa no Mundial de Hong Kong quando perdia por 6x1 e terminou empatando em 9x9, vencendo por decisão dos juízes. Em 2000 seria Bronze na Copa do Mundo realizada em Lion, na França.O Paraná por essa época apresentaria Walassi Ayres e Carmen Carolina. Walassi foi medalha de
Aparecida Santana
 prata nos campeonatos Pan-Americanos de 1998 e 2000 e Carmen foi Ouro na seletiva Pan-Americana que a levou às Olimpíadas de 2000, em Sidney.
Neste mesmo período, meados e final de 1990, não podemos deixar de mencionar duas guerreiras, não tanto pelas conquistas, mas pelos anos de dedicação ao taekwondo
 São elas Manoela Pontual e Aparecida Santana. Incansáveis.    
 Outro grande atleta que vinha na mesma tacada era Douglas Marcelino.
Carmen Carolina
Manoela Pontual
    O grande momento deste guerreiro ocorreu no Mundial de 2001, na Coreia, quando enfrentou o dono da casa e o venceu a dois segundos do final, quando a luta estava empatada
em 8x8,tornando-se o primeiro brasileiro a vencer um coreano em campeonatos mundiais.
Natália Falavigna
Douglas Marcelino
Porém, os anos 2000 tem dono. Aliás, tem dona. E ela se chama Natália Falavigna. De forma meteórica saiu da faixa azul no primeiro semestre de 2000 para o título do Mundial Juvenil na irlanda no final do mesmo ano.
Depois, estaria sempre nos pódios em todas as competições internacionais até o título Mundial de 2005 e o Bronze nas Olimpíadas de 2008. Muitas lesões a tiraram de diversas competições depois das Olimpíadas daquele ano.
Leonardo Santos
Carlos Izidoro
Na onda de Natália foram chegando novos atletas. Entre eles estavam o goiano Leonardo dos Santos(o macarrão) e o gaúcho Carlos Izidoro.
O primeiro foi bicampeão Pan-Americano (2006 e 2010) e Bronze nos jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio. Izidoro foi Ouro no Pan-Americano de 2004 e teve boas participações nos Mundiais de 2005 e 2007. Bateu de frente, duas vezes, com pentacampeão mundial, o norte-americano Steven Lopez.
Na segunda metade dos anos 2000, por conta do apoio do dinheiro público à CBTKD, a participação dos brasileiros em eventos internacionais se tornou mais efetiva, fazendo com que mais medalhas fossem surgindo.
Nesses últimos 10 anos, destacamos os seguintes atletas brasileiros:
Débora Nunes
Hellorrayne
Débora Nunes (que venceu a seletiva Pan-Americana para os jogos Olímpicos de 2008), Hellorraine Paiva, que acumula diversas medalhas em competições abertas e militares, da mesma forma que Josiane Lima, atleta com 13 anos de competições internacionais e diversas medalhas no currículo.
Kátia Arakaki
Josiane Lima
Outra que seguiu o mesmo caminho foi Kátia Arakaki. Ela foi Ouro no Campeonato Pan-Americano de 2010 e possui inúmeras medalhas em competições internacionais.
No final da segunda metade dos anos 2000 surge um atleta muito alto e muito magro, pesando 58 quilos e usando a perna da frente para atrapalhar os planos do grande Márcio Wenceslau. Seu nome Guilherme Dias.
Guilherme Dias
Guilherme Cezário Félix
No Mundial de 2013 ele representou o Brasil e trouxe a medalha de bronze. Um outro Guilherme também apareceu querendo o seu lugar ao sol. Mas este é pesado e é o Cezário Félix, prata no Campeonato pan-americano de 2014. 
Outros novos atletas foram surgindo. Entre eles os paulistas André Bilia e Henrique Precioso.
Henrique Precioso

André Bilia
Recentemente, uma grande surpresa com o aparecimento de Venilton Teixeira, que foi Bronze no Mundial deste ano na Rússia, chegando à semifinal de forma avassaladora.
  A exemplo de Natália Falavigna, o paraibano Edval Marques (conhecido como Netinho) de 16 anos arrebatou a medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, em 2014.
Edval Marques, medalha de Ouro nas Olimpíadas da Juventude
Venilton Teixeira
Entre as mulheres, Rafaela Araújo (Ouro do Campeonato Pan-Americano de 2010) e Raphaella Galacho.
Raphaella Galacho

Rafaela Araújo
Esta acumula um número impressionante de medalhas desde 2007. A última foi o Bronze nos Jogos Pan-Americanos deste ano em Toronto.

Outra fera que vem se destacando é Júlia Vasconcelas, com muitas medalhas conquistadas em dois anos de efetivas competições. A mais contundente foi a medalha de prata no Campeonato Pan-Americano de 2014.
Júlia Vasconcelos

Porém, nada igual a atleta Iris Tang Sing. Em quatro anos, a menina de Itaboraí (RJ) conquistou 18 medalhas. As mais importantes são as de Ouro no Campeonato Pan-americano de 2014; o Bronze no Mundial de 2015 e outro bronze nos Jogos de Toronto.

E por que não fazer um prognóstico sobre o que está por vir.
Iris Tang Sing
Maicon Andrade
Então este humilde blogueiro vai apostar as fichas em uma promessa surgida recentemente pelas mãos dos jovens treinadores Reginaldo e Clayton Santos. Trata-se do peso pesado Maicon Andrade, que despontou ano passado e deve vir com tudo atrás da vaga para as Olimpíadas de 2016.

Fonte: Taekwondo Data