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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Brasil sai do México com saldo positivo na luta e no Poomsae

Foto: Equipe brasileira de Poomsae, comandada pelo meste Evandro César (esquerda) - foto retirada do perfil do mestre Evandro César


Depois de uma participação ruim do Grand Prix de Astana, no Cazaquistão, há duas semanas, o Brasil consegue uma boa colocação no Campeonato Pan-americano de Taekwondo, realizado entre os dias 12 e 14 de Setembro, em Aguascalientes no México e fica na terceira posição. 
Foram duas medalhas de Ouro (Guilherme Félix, acima de 87 Kg e Iris Tang Sing, até 46 kG); três de prata (Júlia Vasconcelos, até 62 Kg, André Bilia, até 80 Kg e Lucas Ferreira, até 87 Kg) e três de Bronze ( Guilherme Dias, até 58 kg, Josiane Lima, até 57 kg e Ana Carolina Farias, até 67 Kg). Destaque para André Bilia que eliminou o pentacampeão mundial e bi Olímpico Steven Lopez. Foi batido na final por um placar apertado de 8x7.
O México foi o grande Campeão com seis medalhas de Ouro, três de Prata e quatro de bronze.
O próximo compromisso dos atletas brasileiros será a terceira etapa do Grand Prix, em Manchester, Inglaterra, na última semana de Outubro.

melhor ainda foi a participação dos atletas de poomsae do Brasil no também Campeonato Pan-americano da categoria, na mesma cidade mexicana.  Márcio Lousada, Manoela Pontual levaram duas medalhas de Ouro, cada um, no individual  e na Dupla. Renato Ribeiro também levou a medalha de Ouro no individual e Moyses Takanohashi ficou com a medalha de prata na categoria acima de 65 anos. O mestre Evandro Cesar, do Rio de Janeiro, foi o técnico da equipe.


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Lutadores altos formam a nova elite do taekwondo mundial

Marcus Rezende


Tem sido generalizada a opinião de que atualmente o taekwondo competitivo passou a ser um esporte para atletas altos. Entre tantos fatores que também me fazem cada vez mais acreditar nessa tese estão o controle da distância, os movimentos de primeiro tempo com a perna da frente e, obviamente, os resultados das principais competições internacionais dos últimos anos.
Trata-se de um taekwondo desenvolvido em altíssimo nível por atletas que chegam a mais de 1:80 cm de altura e que não ultrapassam os 58 quilos de peso. Tudo adicionado às técnicas de uso dos coletes eletrônicos.
Estes gigantes magrelos facilmente atingem tronco e cabeça de atletas mais baixo, cujos destinos nas competições de alto nível têm sido sucumbirem quase sempre em meio a escoras e a boa manutenção da distância. Porém, isso não significa dizer que eles não possam ser atingidos.
Quem poderia imaginar, por exemplo, na década de 1980, que um peso pesado de boxe com 1,80 de altura fosse se tornar o maior fenômeno de todos os tempos. Estou me referindo a Mike Tyson, que de forma avassaladora, aos 18 anos de idade, passou a derrubar todos os oponentes que se punham à frente dele. Ele pendulava ofensivamente para cima de seus adversários, fugia dos jabs e, a curta distância, despejava em altíssima velocidade golpes que, no mais das vezes, vinha de baixo para cima e atingiam o queixo dos oponentes.
No Taekwondo, no entanto, um atleta baixo, que queira vencer adversários altos e talentosos, vai precisar subverter todo o conceito de treinamento e aprimorar, por exemplo, os giros na intenção de furar os bloqueios defensivos, tais como o da perna erguida à frente, e, dessa forma, tentar atingir o rosto destes varapaus. Isso porque a cada êxito de um chute demolidor, visando o queixo ou a cabeça, se não conquistar o nocaute, no mínimo, compensará o esforço com 4 pontos.
Sendo assim, na programação de treinamento destes atletas mais baixos, seria preciso que atentassem os treinadores e atletas para o quanto perdem de tempo treinando técnicas que não vão conseguir utilizar frente a tais oponentes.
E da forma que estão configuradas as regras, o taekwondo enquanto esporte de alto rendimento continuará a beneficiar os atletas mais altos. Portanto, tal situação pode nos levar a inferir não valer mais a pena (enquanto professor, mestre ou treinador profissional) iludir atletas baixos e dizer a eles que estão em condições de igualdade com os mais altos na busca de títulos mundiais ou olímpicos. A tarefa é muito árdua aos menos dotados de altura. É preciso que se use da honestidade com estes praticantes, para que não se frustrem.
Os treinadores brasileiros, por sua vez, precisam ser mais criteriosos e trabalhar com a realidade atual, para não perderem o próprio tempo e o do praticante.

Portanto, nesta toada, podemos chegar a conclusão de que o taekwondo competitivo está mais excludente do que antes. Ele vem servindo a poucos. Dessa forma, vale mais a pena investir em um trabalho marcial do que competitivo. Aos baixinhos que, mesmo assim, se convencerem de que dá pra insistir no sonho de se tornarem campeões internacionais, seja um demolidor.  

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Abafa o caso

Marcus Rezende


Findada a segunda série do Grand Prix de Taekwondo que ocorreu em Astana, no Cazaquistão, entre 29 e 31 de Agosto, o saldo para os oito brasileiros presentes ao evento (Márcio Wenceslau, Guilherme Dias, Diogo Silva, Guilherme Félix, Hellorayne Paiva, Henrique Precioso, Iris Tang Sing e Júlia Vasconcelos) não foi bom, pois somente Márcio foi à segunda luta. Os demais sucumbiram logo no primeiro combate.
Como se não bastasse, pra piorar, a CBTKD faz silêncio sobre o fato de três destes atletas não terem lutado. Fomos em busca das informações e verificamos que o mais bem posicionado no ranking mundial, o brasiliense Guilherme Dias (da categoria até 58 Kg), que enfrentaria o chinês Huang Cheng Ching, aparece na chave derrotado por desistência.
Fato estranho que mereceria da entidade uma notícia a todos os torcedores brasileiros. Fomos então em busca delas fora do país, pois por aqui a omissão das informações tornou-se prática comum no mundo da Nova CBTKD. E o que soubemos extraoficialmente é que Guilherme Dias não teria passado na pesagem e que Diogo Silva (que enfrentaria o belga Jaouad Achab) não teria lutado por conta de uma lesão.
Porém, o mais absurdo foi o que aconteceu com a atleta peso pesado, Hellorayne Paiva, cujo nome simplesmente não constava na relação dos convidados a lutar em Astana. Ou seja, a atleta nem deveria ter viajado. De quem foi o erro? Da CBTKD que teria prestado informações equivocadas à atleta? Ou da atleta carioca que, mesmo na 63ª do ranking olímpico, não procurou antecipadamente saber se poderia lutar nesta segunda série?
Se forem verdadeiros os fatos, estaremos diante de algo inteiramente inaceitável, já que as despesas dos atletas foram custeadas com recursos da Petrobrás e da Lei Piva. Cabem ao COB e à empresa pública cobrarem informações a respeito do que realmente ocorreu com estes atletas.
Sobre esta competição, uma das mais importantes do calendário internacional, a CBTKD só noticiou a chegada da delegação ao Cazaquistão.
Depois, só silêncio.


sábado, 23 de agosto de 2014

A incrível história de Grilo Bryan Falante

Marcus Rezende

Qualquer semelhança com personagens da vida real é mera coincidência.
Era uma vez um grilo Bryan falante que resolvera comandar um grupo de grilos que praticavam o salto em distância. Estes grilos eram comandados, há muitos anos, por um velho grilo, responsável pela implantação da modalidade no Reino dos Grilos. Mas a falta de ideias deste velho dirigente vinha deixando os grilosdesportistas do salto em distância descontentes.
Sem muita dificuldade, o grilo Bryan falante expulsou o velho grilo e tomou o poder. De quebra, reuniu um conselho de outros grilos subservientes e expulsou aqueles que se opuseram às suas primeiras decisões.
Era uma época em que o Rei dos Grilos havia resolvido apoiar os saltadores. Ele estava disposto a liberar um apoio financeiro de mais de 10 milhões de CriCris, moeda corrente naquela comunidade. O grilo Bryan falante procurou um dos melhores grilo-juristas da região e propôs a ele um contrato CriCrimilionário para que o defendesse das armações que já planejava perpetrar ante os valores que receberia.
Cercou-se também de pseudos-grilosempresários. Um deles forneceria um solado de visgo importado para os grilos saltadores, fundamental para o treinamento e aperfeiçoamento da marcação dos saltos.
Este griloempresário revendia este equipamento normalmente por Mil CriCris. O grilo Bryan falante precisava de 500 jogos, e pediu que o griloempresário os vendesse por 3 Mil CriCris, cada um. O griloempresário abriu um olhão e logo o questionou. “Mas grilo Bryan falante, isso é de um primarismo abissal. Esse tipo de jogada já é muito conhecida e perigosa. Os grilos políticos faziam isso antigamente e hoje já sofisticaram o modo de superfaturar...”
Mas o grilo Bryan falante não quis saber de conversa. “É pegar ou largar...Se não quiser, arrumo outro griloempresário que faça a jogada”. Sem opção, o griloempresário aceitou a incumbência e vendeu os jogos pelos CriCris acertados.
Grilo Bryan falante ao receber o material, como antigo saltador que era, saiu pulando de folha em folha, entregando aos grilosdesportistas da comunidade o material que tanto eles precisavam. De um lado a outro se ouvia:
“Esse Grilo Bryan falante é fera, mesmo. Viu... até hoje ninguém fez o que esse grilo fez pelos grilos saltadores desta comunidade”...
Mas de uma coisa o Grilo falante não sabia. No Reino dos Grilos havia uma maldição para todo aquele que usasse desonestamente CriCris ofertados pelo Rei do Reino dos Grilos. O CriCri desonesto fazia o grilo usurpador cair em desgraça de uma forma ou de outra.
E a maldição iniciou-se com a griladoria federal, guarda do Reino que fiscalizava a utilização de CriCri público. As diversas jogadas do grilo Bryan falante começaram a ser descobertas. Grilos mais chegados a ele começaram a pular feito loucos, tentando não cair nas garras da griladoria.
Todavia, grilo Bryan falante não dava o braço a torcer e dizia a todos em alto em bom som: “A griladoria vai perder é tempo. Tudo o que eu faço em favor dos grilos saltadores está correto. Toda essa palhaçada esta sendo orquestrada por grilos expulsos da comunidade. Além do mais, meus grilo-juristas ganham tudo pra mim. Estou tranquilo”.

Um belo dia, ao chegar à sede dos Grilos AsSaltadores, deparou-se com a solidão, pois os grilos puxa-sacos haviam roído a corda e, literalmente, pulado fora.   

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Juiz diz que CBTKD fraudou estatuto

Marcus Rezende

O Juiz Gustavo Quintanilha da 6ª Vara Civil do Rio de Janeiro decidiu por anular a reforma do Estatuto da CBTKD, promovida pelo atual presidente da entidade, senhor Carlos Fernandes, em Novembro de 2011.
Sendo assim, pela decisão,  a CBTKD tem 30 dias para reunir seus filiados em nova Assembleia e sanar os vícios decorrentes deste Estatuto, considerado ilegal, sob pena de ter de pagar R$ 50 mil à Federação de Taekwondo do Estado de Minas Gerais, autora da ação.
O Juiz reconhece a ilegalidade decorrente da famigerada Assembleia Geral Extraordinária de 11 de Novembro de 2011; o estatuto registrado não foi o mesmo votado nesta AGE. “Observa-se que a parte ré cometeu fraude ao registrar o estatuto...”, confirmou o magistrado, acrescentando que por ser um documento particular, “inserir nele informações inverídicas, adulterando seu conteúdo e fazendo constar decisões que nunca ocorreram , é fraude; e os que a praticaram podem responder por isso civil e criminalmente”.
O Juiz acha lamentável a CBTKD querer defender o sigilo dos e-mails solicitados pela FETEMG. “As informações são do interesse de todos os filiados”. Quintanilha considera que ficou evidente que os gestores da entidade deliberadamente decidiram adulterar o documento, antes de registrá-lo. E acrescenta: “...acharam que passariam despercebidas – aumentando seus poderes , reduzindo direito dos filiados e tornando as regras diferentes do que desejava a maioria”.
Uma das esdrúxulas modificações neste estatuto, perpetradas pelo senhor presidente, foi a de impor que somente brasileiros natos poderiam concorrer ao cargo de presidente da entidade. Sobre este absurdo, o magistrado assinalou: “Lembro aos dirigentes da CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TAEKWONDO que quem decide quem é brasileiro e quais são seu direitos é Constituição da República do Brasil e as leis, e não eles”.
E finaliza a antecipação de tutela em favor da FETEMG intimando pessoalmente o senhor Carlos Fernandes a cumprir a decisão sob pena de responder por crime de desobediência, se deixar de providenciar todos os atos para o cumprimento da decisão. A CBTKD ainda foi condenada a pagar as custas judiciais e honorários de sucumbência em 10% do valor da causa